Todos queremos ser “melhores”, numa competição cujo principal adversário somos nós mesmos, estabelecendo um paralelo entre o que somos hoje, e o que queremos ser num futuro risonho e feliz, plenamente realizados, onde sentimos felicidade pelo alcance das nossas metas, definidas num círculo de valores e crenças alinhadas com um propósito maior. A competição para chegar à nossa melhor performance, deve ser, acima de tudo, ser saudável e amigável, evitando guerras internas que possam gerar mais frustrações que resultados.

Vale a pena ter em conta relativamente à Alta Performance, as metodologias mais usadas nas grandes empresas mundiais e que estão na linha da frente quando falamos em inovação e sucesso. A Metodologia Agile usada nas maiores empresas do mundo, na área tecnológica e industrial, com resultados de ímpares na gestão e produtividade de equipas, e que têm atingido feitos notáveis quando aliadas às melhores técnicas de Coaching, descrevem as equipas de alta performance como sendo detentoras de características muito específicas, tais como: estabilidade; auto-organização e multifuncionalidade.

Mas também flexibilidade e criatividade, trabalhando para um propósito comum. Creio que a ausência de algumas destas características são o impedimento para que muitos de nós alcancem os seus melhores resultados, e possam tornar-se na Melhor Versão de Si Mesmos. Será que conseguimos auto-organizar nos e disciplinar-nos para cumprir as nossas metas? Será que conseguimos ser estáveis e manter a continuidade dos nossos esforços para executar os objectivos a que nos propomos? Muitos de nós, estarão neste momento, a responder mentalmente que NÃO, numa espécie de auto sabotagem permanente dos seus sonhos.

É claro, que o primeiro passo para a alta performance, será sempre a identificação clara do que são os seus pontos fracos e os pontos a melhorar e desenvolver. Para identificar estes pontos, é preciso ter em conta o próprio comportamento, analisar as experiências vividas e avaliar os resultados obtidos. O que implica, claramente, um profundo autoconhecimento. Sendo também importante envolver neste processo, pessoas da sua confiança que possam fornecer um feedback honesto sobre estes pontos.

Neste ponto, a ajuda profissional de um Coaching pode ser uma mais valia preciosa, auxiliando na identificação das emoções e crenças limitantes que atrapalham o seu desenvolvimento, estabelecendo um plano sobre o que é preciso mudar, de forma, a estimular a capacidade do cliente, ao mesmo tempo que faz com que este se responsabilize pelos resultados com os quais se comprometeu.

Definir objectivos desafiadores, de forma realista, exequível e temporalizada é fulcral (utilizando a tão conhecida metodologia SMART), mas não chega… Quantas vezes, não desistiu de ser o melhor que podia ser por factores inesperados de mudança, para os quais não tinha (nem podia ter) um plano b?

É preciso ter em conta as mudanças e não ter medo que elas ocorram, vendo isso como um factor natural durante todo o processo em que se pretende alcançar uma performance de excelência. A Metodologia Agile coloca a tónica num valor indispensável para quem pretende atingir a alta performance: responder à mudança mais do que seguir um plano. Este princípio poderia facilmente valer para qualquer área da vida, em qualquer circunstância.

Se realmente quer atingir a alta performance a nível profissional, seja antes de mais, flexível e adaptável. Aliada a esta ideia, de que apenas a mudança é um factor permanente no mundo, existe uma outra, igualmente decisiva para quem pretende atingir a alta performance: a necessidade contínua de aprendizagem.

Quem quiser atingir uma performance de excelência, além da necessidade de desenvolver skills de rápida adaptação e flexibilidade, aliada ao rigor, mudança de hábitos nocivos, quebra de crenças limitantes, deve ter um mindset growth. E tal significa, a humildade de saber que a Vida é um lugar onde existe algo novo aprender diáriamente, onde precisamos de ser curiosos e atentos às mudanças. Comprometendo-nos connosco próprios, acima e independentemente, de tudo.

Assim, antes de tudo, para atingir a alta performance, deve estar preparado para as mudanças constantes, e para saber reinventar-se a cada dia. Termino com uma frase conhecida do Livro “Alice no País das Maravilhas”: “Não posso voltar para ontem, porque lá eu era outra pessoa!”

A adaptação é a chave!

Publicação Original:

https://activa.sapo.pt/comportamento/2020-07-15-diz-quem-sabe-a-importancia-da-adaptabilidade-na-performance-profissional/